Sem Opinião

Quarta-feira, Janeiro 28, 2009


Curta Bem Legal

Adorei esse curta metragem. É dirigido pelo Cavi Borges. Está em duas partes. Não deixem de ver.

Engano - parte 1



Engano - parte 2


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Sábado, Janeiro 17, 2009



Alguém
Henrique Crespo

Acho que já falei isso por aqui. O Rio de Janeiro é dividido em duas partes, a zona sul e o resto. Bem, pelo menos é assim que a zona sul acredita. Como um suburbano convicto de origem que hoje vive na zona sul vejo isso muito claramente. Mas esse tipo de coisa é possível ver, em maior ou menor grau, diretamente ou indiretamente, até na imprensa local. Por exemplo, os cadernos culturais só tem olhos (ok, na maioria das vezes) para o que acontece do lado da elite (financeira) carioca. Ah e claro o carioca em geral se acha superior ao resto do país.

Esse assunto é até velho e falar dele é quase como chover no molhado e é um comportamento tão jeca dessa turma que nem vale a pena perder muito tempo. Porém ontem dei de cara com uma nota numa coluna do jornal O Globo que me causou um incômodo. A tentativa foi de fazer uma piada mas além de ser sem graça revela uma grande estupidez.

" A turma do Bracarense (nota do ed: bar, reduto dos 'descolados' da zona sul) cunhou novo termo para identificar alguns turistas, nesta época em que o bar é invadido (nota do ed: notem como eles se acham donos do pedaço) por eles. São os 'Vips', os 'Vindos do interior de Piracicaba' ou de 'Pindamonhagaba', por aí. Como disse o boêmio Roniquito nos anos 70, sobre o Antonio´s (nota do ed: reduto da zona sul na época. percebam que isso é bem antigo), o Braca (assim os 'descolados' chamam o Bracarense para mostrarem que são locais) está cheio de ninguém (nota do ed: ou seja, se você não é da zona sul do Rio você não é ninguém, saca?)" (jornal O Globo - Segundo Caderno - 16 de janeiro de 2009).

Que vergonha alheia!


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Quarta-feira, Janeiro 14, 2009


Por Hora

Ando um pouco ausente mas isso não demora.

Por hora deixo o blog com um vídeo de um cantor que está fazendo o maior sucesso no meu i-pod.


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Quinta-feira, Janeiro 08, 2009


Maysa

Estou assistindo a minisérie Maysa. Muito bem filmada. Um capricho. Larissa Maciel, a atriz que interpreta a cantora está bem, assim como quase todo o elenco.

No entanto, uma coisa está me incomodando muito. As falas da protagonista soam falsas e parecem um discurso. Como se a Maysa da tv ficasse o tempo todo reafirmando como é. Ela faz algo e diz: eu sou assim, eu sou assado. Pega um copo de água e reafirma. Canta e arruma uma jeito de lembrar que é intensa. Existem problemas nas falas dos outros personagens também mas as de Maysa são as mais incômodas.

O espectador não tem espaço para tirar conclusôes ou fazer uma leitura porque a cada ação da personagem, a própria já explica e define tudo: eu sou assim e assado. A Maysa da minisérie é quase um verbete de encicplopédia.

Mas vale dizer que, apesar disso, o saldo ainda é positivo.

ps: Estava aqui pensando: Maysa foi praticamente apagada da história da música brasileira. Injusto. Que a minisérie sirva como resgate.


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Segunda-feira, Janeiro 05, 2009



Trailer de Juventude

Juventude

Acho que não é um absurdo ver nos filmes de Domigos de Oliveira uma mistura de Woody Allen com John Cassavetes e uma boa dose de carioquice.

Ontem assisti ao filme Juventude, o mais recente desse diretor, dramaturgo, ator e roteirista. Adorei. Três amigos, que hoje estão na velhice, lembram o passado e fazem uma avalição da vida. É comovente. O papo deles é cheio de reflexões, vem carregado de melancolia e uma boa dose de humor. A sensação é de se estar sentado numa mesa de bar com os personagens ouvindo eles conversarem. Dá vontade de ser amigo deles. A produção é de baixo orçamento. um cinema possível. O que é quase que uma bandeira de Domingos. Não que eu acredite, ser essa a única forma de se fazer bons filmes no Brasil mas arregaçar as mangas e FAZER do jeito que dá, é sim uma atitude bacana. Essa simplicidade na produção acaba funcionando como uma proposta estética totalmente compatível com o filme.

Dos filmes anteriores de Domingos de Oliveira, meus preferidos são Amores e Separações que trazem algumas das qualidades e características encontradas em Juventude. Feminices e Carreiras, que vieram depois são interessantes mas não voltei a eles como fiz com os outros. Os mais antigos, confesso que ainda não assisti mas farei isso.


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